DESPORTO

🏍️ CONSELHOS ÚTEIS

TRAVAGEM

Este foi o meu maior problema e tive vários sustos, chegando até a cair numa valeta. Quando tentava travar repentinamente, acabava acelerando simultaneamente sem querer. Antes de travar, é essencial soltar o acelerador ou empurrá-lo no sentido contrário da aceleração. Embora isso seja óbvio, na aflição podemos não conseguir fazer corretamente. Por isso, é importante automatizar esse movimento. Aproveite também para, em um local seguro, aprender a travar em um espaço determinado e a realizar travagens bruscas. Aproveitei uma rua sem trânsito e com imensas tampas de esgoto para esse propósito. Estes treinos, deram-me imediatamente uma confiança suplementar. Foi FUNDAMENTAL. A travagem nesta mota é efetuada com os dois travões em simultâneo ao contrário de muitas outras motas, devido ao seu ABS. Se aparecer a necessidade de uma travagem brusca e, ao mesmo tempo, ter que desviar de um obstáculo, primeiro efectuo a travagem e depois solto os travões antes de desviar. Em descidas ingremes, se quisermos usar o freio do motor, não podemos desacelerar completamente.

CURVAS » BAIXA VELOCIDADE

Percebi que a grande dificuldade era quando me movia a uma velocidade baixa, proximo de parar, como por exemplo, momentos antes de estacionar. Faça 'oitos' em local seguro, a baixa velocidade. O olhar deve estar no fim da curva e a inclinação da mota permite fazer uma curva mais apertada. Na mudança de direção num espaço pequeno, podemos virar o guiador totalmente antes de começarmos a manobra, mantendo o olhar na direção para onde queremos ir.

CURVAS » 'ALTA' VELOCIDADE

CURVA EM 3 PASSOS

1º Aproximar-me da curva o mais 'aberto' possível, mas obviamente dentro da nossa faixa de rodagem. Efectuar a travagem com a mota direita (não inclinada) para a travagem ser efectiva (!) e assim diminuir a velocidade de marcha de forma a adquirir a velocidade apropriada para fazermos a curva com segurança.
Ao travar com a mota inclinada, ela trava menos, para além de ser contraditório, porque o acto de frear, leva a mota a endireitar-se.

2º Fazer a curva deitado (ajuda com a manobra de contra-brecagem) e bem por dentro da curva. Manter a velocidade e se tiver que travar é ligeiramente e sempre com o travão traseiro. Durante a curva não podemos travar forte (especialmente com o dianteiro) porque a moto está inclinada, e como tal ela pode perder aderência, o que aumenta a chance de escorregar.

3º A meio da curva (apice), aumento a velocidade, que ajuda a estabilizar a mota e que me vai levar a ficar de 'pé'.

Dicas para os motard's principiantes

VELOCIDADES BAIXAS

Só hoje percebi que, de todas as formas, devo evitar velocidades baixas. Ou seja, antes de parar, não devo percorrer os últimos metros a uma velocidade muito reduzida, especialmente se precisar virar no final. É preferível fazer uma travagem ligeiramente brusca imediatamente antes de parar.

ps já se passaram muitos meses, e esse dificuldade já não existe, bem pelo contrário : aproveito a oportunidade, por exemplo, ao chegar a um cruzamento ou entroncamento, para tentar manter-me praticamente parado, em equilíbrio, sem pôr os pés no chão.

MOTA PARADA

Tenha cuidado ao mover a mota quando ela estiver parada. Todo o cuidado é pouco devido ao seu grande peso. Grande parte dos sustos que tive ocorreu nessas situações. Em um deles, saltei para cima da mota, tipo 'cowboy', e quase caí. Em outro, pensei que o 'descanso' estava abaixado ao pressionar com o pé, mas enganei-me. Também é muito importante evitar a todo o custo estacionar em pisos inclinados : pode ser impossível ela se equilibrar no 'descanso' lateral e ser dificil acionar o frontal. E outra coisa : só tire o descanso lateral depois de já estar sentado na sua mota .

CONTRA-BRECAGEM | CONTRA-ESTERÇO

Meus amigos, após algum tempo percebi que só conseguia fazer curvas com ... pouca velocidade. Começei a pesquisar na internet e descobri que existe uma técnica chamada contra-brecagem, ou, em português do Brasil, contra-esterço. Parece ser uma técnica desconhecida por muitos motociclistas, mesmo experientes, mas que permite fazer curvas com muito mais facilidade, inclusive sem a necessidade de inclinar o corpo, que era apenas como eu tentava virar a minha scooter.

É um fenómeno muito curioso, vejamos : ao virar bruscamente o guiador para um lado, a moto imediatamente vira para o lado oposto. No início, é estranho tentar usá-la, mas depois descobri uma forma intuitiva de aplicar essa técnica importantíssima.Aliás, há quem diga que, sem ela, não se consegue fazer curvas em alta velocidade.

A TÉCNICA : por exemplo, se queremos virar para a esquerda, 'deitamos' a moto para a esquerda e, simultaneamente, empurramos o guiador com a mão esquerda para a frente, a mão mais próxima da curva, num gesto como se 'forçassemos a trajectoria'. Acaba por ser um movimento natural e é de facto um ESPETÁCULO ! quase de certeza que muitos motociclistas aplicam essa técnica sem terem noção desse fenômeno.

ÁLCOOL

Nunca, mas mesmo nunca (!) tente conduzir uma mota depois de beber, especialmente se já não andas de mota desde jovem. E nem é preciso estar bêbado — bastam uns copos para se perder facilmente o equilíbrio, algo que, quando sóbrio, se mantém de forma natural e instintiva.

Um dia, na presunção de que se consigo conduzir um carro em estado ébrio também conseguiria conduzir uma mota, insensatamente pensei que, como só tinha bebido uns copitos — muito longe de estar bêbado — podia arriscar. Ao sair da garagem, fui literalmente aos “esses” pela rua acima e percebi, de forma imediata e inegável, que a condução de um motociclo é completamente incompatível com a presença de álcool no sangue.

NAVEGAÇÃO

Comecei recentemente a fazer viagens mais longas com a minha XMAX 125 e, para a navegação, optei por usar auscultadores (*) ligados ao telemóvel (com o destino no Google Maps), que levo no bolso. Há quem use o Waze, e não sei qual o melhor. Penso que seja a melhor solução, porque o telemóvel num suporte não só distrai a atenção como, tal como um membro do XMAX TEAM PORTUGAL referiu, em caso de acidente o telemóvel deve estar junto a nós — a mota pode ficar longe. No entanto, deparei-me com um problema: a baixas velocidades não há qualquer dificuldade, mas, por exemplo, em autoestrada a cerca de 100 km/h o ruído é tanto que não se percebe nada.

Parece que a solução para este problema é uma mota com boa proteção contra o vento, nomeadamente um bom vidro frontal. O que também ajuda, segundo as minhas pesquisas, é um capacete integral, com boa capacidade de insonorização. Também existem auscultadores, que anulam o ruido externo, mas são carissimos.

(*) Atenção: o uso de auscultadores é proibido e constitui uma contraordenação grave. Mas existe excepções : a legislação (artigo 84.º do Código da Estrada) permite, aparelhos dotados de um único auricular ou microfone com sistema de alta voz, cuja utilização não implique manuseamento continuado.

Navegação numa mota

CONDUÇÃO NOCTURNA

Muitos motociclistas consideram que a iluminação da sua mota é muito fraca quando comparada com a de um automóvel. No meu caso, a iluminação da minha scooter é realmente insuficiente, permitindo ver apenas alguns poucos metros à frente. A solução que encontrei, quando conduzo à noite, passa por tentar acompanhar uma viatura que circule a uma velocidade semelhante à minha, posicionando-me atrás dela, a cerca de 50 a 100 metros, de forma a beneficiar significativamente em termos de visibilidade.

CINEMA DO UNIVERSO MOTARD | 16 filmes » Fev 2026

Filmes cujo tema é o mundo motociclista. Muitos são fraquissimos, mas para quem gosta de motas é sempre agradável.

Filmes de motociclistas

Filmes de motociclistas

Artigos relacionados