DESPORTO

🪂 MINHA EXPERIÊNCIA

No principio dos anos 90, fiz um curso de asa-delta, com o instrutor Miguel Santana (no Estoril), que na época era um dos poucos instrutores no nosso país. Era o início deste desporto radical, e o parapente , que é infinitamente mais prático, ainda nem existia nestas paragens. A asa-delta exigia uma estrutura em cima de uma viatura para ser transportada. Usávamos uma escada de alumínio. Montar e desmontar a asa-delta dava imenso trabalho. Havia ainda outra desvantagem: se o vento fosse fraco, não havia sustentação, ao contrário do parapente, que exige menos vento. A única 'vantagem' da asa-delta é que ela proporciona muito mais velocidade.

Minha Asa delta

Após o curso, comprei uma asa-delta, a 'meias' com outro integrante do pequeno grupo. De um grupo inicial de aprox. 10 pessoas, apenas 4 continuaram a praticar a atividade : eu e o meu sócio e outros dois que passado muito pouco tempo, um deles teve um acidente durante uma 'saída' numa arriba e ... parece que ambos desistiram . Na época, para quem morava na margem sul/Lisboa, havia dois locais principais para realizar um 'voo de sustentação' : a praia do Salgado ou a Arrábida, que era muito mais radical pela sua altitude.

Minha Asa delta

Eu costumava ir para a praia do Salgado, perto da Nazaré (morava na margem sul), mas, ao chegar lá, ou não havia vento ou havia vento demais, o que era bastante frustrante. Não sabíamos que nas arribas da Costa da Caparica até ao Meco havia zonas que permitiam esse tipo de voo. Mais tarde, fiquei desempregado e, precisando de dinheiro, vendi a minha parte. O meu 'sócio', anos mais tarde, arrumou a asa na garagem depois de ficar preso em uns cabos de alta tensão.

Minha Asa delta

🪁 Asa delta em Marrocos

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