🍄 TRICHOLOMA EQUESTRE
Este cogumelo é conhecido por Míscaro Amarelo e é muito apreciado em Portugal, desde tempos medievais, no entanto descobriu-se recentemente que é tóxico. Mas estudos posteriores chegaram à conclusão que os envenenamentos (alguns fatais) podem estar relacionados com sensibilidade individual ou com a ingestão de quantidades muito significativas. Portanto a ingestão de quantidades moderadas não fazem mal.
Este cogumelo está associado aos pinhais e bem escondido na vegetação rasteira como na caruma, carqueja ou estevas. Temos que estar muito atentos.
IDENTIFICAÇÃO DO MÍSCARO
Este Míscaro só existe no Outono ou Inverno. Tem um pé carnudo e fibroso e o chapéu tem um formato irregular de cor acastanhada ao centro. Quando o extraimos, verificamos que o himénio é constituido por laminas de cor amarela bem viva. Ao corte mostra uma carne branca e com um ligeiro cheiro a farinha.
Há dois cogumelo parecidos que são tóxicos : o Tricholoma Sulphureum que tem um chapeu amarelo e liberta odor a enxofre (como o proprio nome indica), o que o torna fácil de distinguir do nosso miscaro amarelo. No entanto é um cogumelo bem menos carnudo e com um pé fino.
O outro é o Tricholoma Aestuans mas existe muito pouca informação sobre ele e por isso presumo que não apresenta perigo.
Existe um outro cogumelo , o Tricholoma Rutilans, que é mais alanrajado e há pouco em Portugal. Não é considerado comestivel apenas pela sua amargura.
MÍSCARO NA CULINÁRIA
Este cogumelo deve ser ingerido com moderação pelos motivos acima expostos. A camada de pele que cobre o píleo (chapéu) é pegajosa com tempo húmido e convêm se removida e lava-lo muito bem em várias águas. Aproveita-se também os pés.
Fiz uma receita com arroz, mas parece que costumam fazer é com ovos mexidos. Mas com arroz deve ser uma boa opção pela cozedura que permite a libertação das supostas toxinas. Mas fritos com um pouco de sal é que são bons, como a maioria dos cogumelos comestiveis.