SOCIEDADE

🛰️ ENTRAR EM ÓRBITA

Para que um objeto entre em órbita, ele precisa atingir uma velocidade e trajetória específicas que equilibrem a força da gravidade da Terra com a inércia do seu movimento. A inércia do corpo em movimento faz com que o objecto mova-se em linha recta, por isso, se a velocidade for muito alta, ele continuará a sua trajetória e escapará para o espaço, e se for muito baixa, ele cairá de volta na Terra.

VELOCIDADE ORBITAL

A velocidade necessária para que um objecto entre em órbita, chama-se velocidade orbital . Isaac Newton, no sec XVII, já tinha identificado este fenómeno e até apresentou o chamado canhão de Newton, para descreve-lo.

Por exemplo, para um objecto entrar numa órbita baixa, entre 160 e 2.000 km's de altitude, essa velocidade é em média 28.000 km/h. Falamos em média porque a velocidade orbital não é um valor fixo ou constante. Todo satélite (natural ou artificial) se desloca numa órbita em forma de elipse. Por isso haverá uma velocidade máxima quando ele se aproximar mais do corpo em torno do qual está em órbita, e uma velocidade mínima, quando estiver o mais distante possível.

Objeto em órbita terrestre

VELOCIDADE DE ESCAPE

Á medida que aumenta a altitude na atmosfera terrestre, a velocidade orbital normalmente vai diminuindo : quanto mais longe do corpo de atração um satélite está, mais fraca será a força gravitacional e por isso menos velocidade ele precisará para permanecer em órbita. No entanto a velocidade de escape, é muito superior a uma velocidade orbital : cerca de 40.000 km/hora. A velocidade de escape representa a velocidade mínima que um objeto precisa atingir para escapar da influência gravitacional de um corpo celeste, como a Terra, sem necessitar de impulso adicional. Isso significa que, se um objeto for lançado com essa velocidade, ele irá superar a gravidade da Terra e continuará se afastando indefinidamente.

Quanto à trajectória, o objeto precisa ser lançado horizontalmente à superfície da Terra. Lançamentos verticais aumentam a altitude, mas é a componente horizontal que cria a órbita.

Objetos em órbita terrestre

A altura mínima geralmente considerada para uma órbita estável é de cerca de 160 km acima da superfície da Terra. Em altitudes menores, a atmosfera ainda é muito densa, fazendo com que o objeto perca velocidade e acabe caindo.

A atmosfera terrestre é uma camada de gases que envolve a Terra e é mantida pela força da gravidade. Ela é composta por várias camadas, que apresentam características muito diferentes. À medida que nos afastamos da superfície, esses gases tornam-se cada vez mais rarefeitos. Quando a atmosfera terrestre termina, aparece o espaço sideral, o vácuo onde orbitam os satélites geoestacionários , pois ainda existe força gravitacional suficiente para atrair objetos.

As camadas da Atmosfera terrestre

No entanto considera-se que o espaço exterior começa acima dos 100 quilómetros, depois da linha de Kármán.

A cápsula Dragon do projeto Polaris Dawn, que visa testar tecnologias para futuras missões espaciais, incluindo possíveis viagens à Lua e Marte, alcançou uma altitude de 1.400 km em setembro de 2024. Esta foi a altitude mais alta desde a missão Apollo 17 em 1972, que foi a última viagem espacial tripulada além da órbita terrestre. Os austronautas, liderados por Jared Isaacman, saíram da cápsula quando estavam a 700 km da terra.