CELESTIALOGIA

🕯️ A PROVA DA IMORTALIDADE DA ALMA

Meu amigo leitor, se ainda não sabe, vou dar-lhe a melhor notícia que poderia receber - especialmente vinda de alguém que não é crente (*): não morremos . Temos uma 'alma' que prevalece após a morte física. Não sou crente, mas é com base nesta realidade que as seitas e religiões sempre proliferaram, mas contando histórias da 'carochinha'.

E como eu sei isso ? pelos relatos de pessoas que tiveram experiências de quase-morte, nas quais descrevem sensações e vivências surpreendentemente semelhantes : um sentimento de paz interior, a sensação de flutuar acima do seu corpo físico, a travessia de um túnel intensamente iluminado, e, posteriormente, a capacidade de relatar com detalhe o que aconteceu durante a sua 'ausência'.

Desde os primórdios da humanidade - já o milenar e célebre livro Tibetano dos Mortos ensinava como nos devemos comportar durante essa transição - até aos dias de hoje, nunca deixaram de existir inúmeros relatos deste tipo de experiência. Mas hoje, em pleno século XXI, a situação é bem diferente : há cada vez mais médicos que, no exercício da sua profissão, presenciam repetidamente esta realidade.

EQM

Curiosamente alguns destes relatos descrevem que para além do encontro na outra 'vida' das pessoas que amámos, temos também o re-encontro com os nossos animais de estimação.

A prova está aqui : uma lista de médicos, alguns bem conceituados, e muitos, atendendo à importãncia desta descoberta acabaram por escrever livros descrevendo a imortalidade da alma. Também alguns casos famosos sobre este fenómeno.

Documentário que fala sobre este tema, com algumas destas personagens que demonstraram ao mundo a imortalidade da alma : After Death.

Filme baseado numa história real, sobre uma criança que experienciou este fenómeno: Colton Todd Burpo. Curiosamente, este menino não teve morte clínica, esteve próximo e sobreviveu miraculosamentemas, mas no entanto sentiu e relatou o mesmo. O filme refere uma menina prodigio americana , Akiane Kramarikque que pinta desde tenra idade : sua arte é inspirada em 'visões do céu', e que coincide com a experiência de Burpo.

O Estudo AWARE (Awareness During Resuscitation), conduzido em hospitais britânicos e norte-americanos, foi uma das maiores tentativas científicas de investigar experiências de quase‑morte. Colocaram imagens ocultas em salas de reanimação e entrevistaram pacientes que sobreviveram a paragens cardíacas. Alguns relataram perceções lúcidas durante o período em que estavam clinicamente mortos, mas os resultados não foram conclusivos quanto à “prova” de vida após a morte. No entanto durante esta experiência, houve um caso documentado que envolveu um paciente que descreveu com precisão sons e procedimentos médicos durante 3 minutos de paragem cardíaca — tempo em que, teoricamente, não deveria haver atividade cerebral suficiente para gerar perceções. Estes estudos são conduzidos por o médico Sam Parnia.

Filme Não Morremos

MINHA HISTÓRIA ESPIRITUAL (*)

Hoje sou um agnóstico puro e convicto, mas tive até há poucos anos um percurso espiritual, que vou descrever. Esta minha caminhada ao longo dos anos - já vem dos tempos de infância, porque lembro-me que a uma determinada altura passou me pela cabeça ser padre e inclusive tive formação católica : andei muitos anos nos escuteiros católicos (Corpo Nacional de Escutas) e tive catecismo por iniciativa própria . Mais tarde , em adolescente contactei com diversas religiões e seitas religiosas tão dispares como, Testemunhas do Jeová, Igreja Maná, AMORC (antiga e mística ordem Rosae Crucis) , Lectorium Rosicrucianum (escola internacional da RosaCruz Aurea), Igrejas espíritas, Maharaji (Prem Rawat), que ao fim de uns anos, recebi o dito e desejado 'conhecimento', centros de Ioga e Meditação Transcendental e finalmente a seita de meditação Vipassana. E invariavelmente após um breve contacto ficava sempre decepcionado com o fanatismo e mentiras que professavam. E quase todas elas transmitiam a mesma ideia: são a única via e a restante humanidade está condenada a viver na ignorância e perdição. Não havia pachorra para tanta presunção e ignorância.

Prem Rawat

Esta minha persistência provavelmente tem raízes genéticas porque tive um avô paterno que foi padre (apesar de só ter dado uma missa e o malandro acabou por casar com a minha avó já em terceiras núpcias) e um convicto espírita que usava a sua esposa que era médium nessas sessões: a minha avó . Contava o meu pai que ele conseguia por vezes a materialização dos espíritos, que consiste na emanação de um fluido branco através do corpo da médium , denominado ectoplasma , que toma diversas formas, inclusive a humana. É neste fenómeno que se baseia a imagem dos fantasmas como umas figuras etéreas brancas. O meu próprio pai tinha a capacidade de descobrir se uma pessoa era médium e a colocar em transe. Soube mais tarde que à boca pequena, chamavam-lhe bruxo na empresa onde trabalhava (SPEL). Obviamente esta minha trilha espiritual levou-me a ler uma infinidade de livros . E rapidamente passei da literatura meramente lúdica para a literatura metafísica. Os livros de aventuras de Enid Blyton , Júlio Verne e principalmente do extraordinário Emilio Salgari que durante anos me levou a viajar pelas paragens mais exóticas do planeta em fantásticas aventuras deram inicialmente lugar ao aldrabão Lobsang Rampa, Carlos Castaneda, Jacques Bergier e outros autores esotéricos. Depois procurei nos grandes escritores ajuda e romances como Fio da navalha, a Ilha e Sidharta , ajudaram-me na convicção que se queria a verdade teria que me inclinar para o místico Oriente (como a maioria das pessoas que fazem este percurso) , nomeadamente para religiões como o Hinduísmo e principalmente o Budismo. E rapidamente cheguei a conclusão que Deus não existe ! existe é no Universo um tipo de energia muito especial que anima todos os seres vivos (ideia panteísta). Ao fim ao cabo é a vida ! Agora a questão que se punha era se quando morremos essa energia se dissipa ou se mantém junta (não perdendo uma certa identidade) porque ela não desaparece (como lavoisier dizia na natureza nada se perde tudo se transforma) e se podemos ter um contacto mais estreito com ela de forma a conhecer melhor o universo e nós próprios.

Despertar dos Mágicos

Foi uma criança muito complicada. A minha avó dizia que eu tinha o 'cofre aberto', porque gritava dia e noite, literalmente. Tinha muitos pesadelos e até episódios de sonambulismo. Os meus pais, desesperados, levaram-me duas vezes a fazer electroencefologramas de que ainda guardo memória, mas esses exames nunca identificaram nada de anormal. Mais tarde, a minha mãe, que era uma cética empedernida, acabou por me levar a 'consultas' de cariz paranormal.

APARIÇÃO MARIANA

Tenho, de facto, ainda hoje , imagens vívidas de alguns sonhos bastante tétricos,e sentia, sem me afligir, presenças no meu quarto. Entre os 8 e os 10 anos, tive uma aparição (hoje descobri que se chama aparição mariana : fenómeno que surge normalmente com um ser feminino envolto em luz que contacta crianças.

A minha aparição quando era muito jovem : um ser feminino a pairar envolto em luz

Surgiu-me por detrás de um arbusto, a poucos metros de mim , uma figura feminina, toda em luz. Foi, até à data, o acontecimento mais paranormal que vivi. Esqueci este episódio, e durante toda a minha vida conta-se pelos dedos de uma mão as vezes que o contei . Este ano (2026) pesquisei sobre o tema e, segundo o espiritismo, quando ocorre a visão de seres envoltos em luz, isso significa que se trata de espíritos muito elevados, superiores. Talvez a minha 'estrelinha da sorte', que tantas vezes sinto ao longo da vida, se deva à proteção deste ou destes seres. Numa página, descrevo um desses episódios.

Tive alguns dejá-vus intensos — não muitos, mas com alguma frequência — em que tinha a capacidade de prever a chegada de um conhecido: alguém aproximava‑se e, ao vê‑lo, eu confundia‑o com a pessoa que realmente apareceria momentos depois. Houve uma vez em particular que foi o déjà‑vu mais extraordinário, porque aconteceu com um indivíduo com quem eu tinha muito pouco contacto, quase nenhum — tinha falado com ele apenas duas ou três vezes na tropa. Estava prestes a entrar num concerto de rock em Lisboa quando me pareceu vê‑lo aproximar‑se e quiz ir cumprimentá-lo. Percebi que me tinha enganado. No entanto, segundos depois — ou talvez poucos minutos — ele apareceu mesmo.

O 'tempo' é um mistério, porque lembro-me de quando colocava o despertador para tocar bem cedo para ir para o trabalho, e num espaço de apenas minuto, conseguia sonhar enredos que, só de os pensar, seriam necessários muitos minutos ou mesmo horas.