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📖 DIÁRIO | Krishnamurti

nº de estrelas dá a pontuação do livro

Finalmente li Krishnamurti, uma figura muito reverenciada no meio 'espiritual'desde que foi apresentada ao mundo pela Sociedade Teosófica ...

satori, o estado de beatitude

Desde já esclareço que li apenas até à página 122 (editora Cultrix), porque a leitura se tornou fastidiosa e entediante devido à constante repetição — até à exaustão — das mesmas ideias. Ele insiste vezes sem conta que o método e a busca devem cessar, e que o satori — que denomina “o processo” — surge da imobilidade do cérebro, quando todo o pensamento e todo o sentimento cessam.

Krishnamurti escreveu este diário — dedicado quase exclusivamente ao fenómeno da “iluminação” — quando tinha 66 anos, em 1961, durante um périplo pelos EUA e Europa nas suas constantes palestras. A sua mensagem, na verdade, não é nova: está presente no budismo.

O que é extraordinário é o êxtase em que este homem supostamente caía durante décadas, quase diariamente, muitas vezes associado a um estado doloroso, iniciado aos 28 anos de idade.Ele descreve esse estado, semelhante ao satori, como um êxtase espontâneo acompanhado por “ondas de incontida e abençoada alegria”. Mas também afirma que alcança esse estado de 'iluminação' através de um processo meditativo.

Curiosamente, este guru parecia não acreditar na imortalidade da alma — e, nesse ponto, estava… profundamente errado 😀

Jiddu Krishnamurti

É impressionante a superficialidade do cérebo; por mais sutil e profundo que seja o pensamento, ele é sempre estreito, limitado e fútil. Forjado pelo tempo , o conteúdo do cerebro corrompe o ato de 'ver' e é um obstaculo à acção instantanea de percepção e de compreensão.