⚔️ HINO, BÓINA & OPERAÇÕES
🎵 HINO COMANDO
Somos jovens e audazes
Palmilhando matas sem fim
e mostrando ser capazes
de lutar até ao fim
Aprendemos a ser duros
a lutar até morrer
E mostrando ser seguros
Não faltando ao dever
Ao perigo indiferentes
e na guerra destemidos
nunca largamos as frentes
perseguindo o inimigo
Esta é a voz do comando
que de regresso cantamos
e bem alto vamos gritando
MAMA SUME aqui estamos
Donne moi ma chance
👒 A ORIGEM DA BÓINA
Em 1973, o Comandante da Guiné, General António Spínola, apresentou ao Estado-Maior das Forças Armadas o pedido da atribuição da boina vermelha aos Comandos Portugueses.
"1. É hoje facto indesmentável o prestígio de que as tropas "Comandos" disfrutam no T.O. da Guiné, Angola e Moçambique. Tal prestígio é particularmente vivo no 2.0. da Guiné, mormente no que ao Batalhão de Comandos da Quiné diz respeito, e tem sido conquistado con base en honrosos resultados obtidos em campanha."
"2. O facto apontado justifica plenamente merecererm as referidas tropas un distintivo privativo para além do "crachat" da especialidade, que possa assinalar o valor por elas demonstrado e seja um tributo prestado à sua eficiência operacional."
"3. Salienta-se ainda que esta regalia foi já concedida aos paraquedistas e fuzileiros especiais os quais possuem boinas próprias."
"4. Assinala-se, por outro lado, o papel e o valor incontestáveis que factores como, o culto da "panache", da tradição e do orgulho da farda, desempenham do ponto de vista psicológico no comportamento das tropas."
"5. Nestas condições, propõe-se que as tropas "Comandos" sejam autorizadas a usar tambén boina privativa, grenat escuro com fitas pretas e emblema (já aprovado do antecedente), do que se junta modelo."
Houve companhias de Comandos na antiga Guiné Portuguesa que foram autorizadas a usar boina camuflada.
🔫 OPERAÇÕES MILITARES
As operações mais célebres dos Comandos foram a Operação Mar Verde e Ametista Real. Curiosamente as duas em solo estrangeiro, e como tal secretas, e no contexto da guerra na Guiné, que foi de facto foi onde os Portugueses tiveram mais dificuldades. Segundo dizem, em 1974, a insurreição em Angola e Moçambique estava controlada, ao contrário, deste pequeno país.
OPERAÇÃO MAR VERDE | Guiné-Conacri (1970)
Uma incursão altamente arriscada em Conakry, capital da Guiné-Conacri, para destruir uma base do PAIGC neste país. Esta operação secreta, também pretendia libertar 26 prisioneiros de guerra portugueses e supostamente provocar um golpe de estado num país estrangeiro.
Esta operação era constituída maioritariamente por Comandos Africanos, sendo um deles o o militar português mais condecorado de sempre, Marcelino da Mata, onde teve uma performance digna de herói.
OPERAÇÃO AMETISTA REAL | Senegal (1973)
Foi uma das operações mais arrojadas dos Comandos Portugueses, cujo o objetivo era atacar e destruir uma base do PAIGC em Cumbamori, no Senegal. O intuito foi proteger Guidaje que era constantemente atacada, a partir da base inimiga de Cumbamori.
A força era constituida básicamente por 3 companhias de Comandos Africanos, mas chefiadas por brancos, um deles Raul Foques, que foi meu comandante, onde foi ferido num pé . Numa destas companhias estava Marcelino da Mata.