MICROSOFT ACCESS vs VBA
POTENCIAL ÚNICO
O Microsoft Access, quando potenciado com Visual Basic for Applications (VBA) , oferece uma das formas mais rápidas e acessíveis de criar aplicações informáticas à medida. Esta combinação permite desenvolver soluções completas — com formulários e relatórios — sem a complexidade de plataformas muito mais pesadas e complexas.
Quem tem a sorte de experimentar o Microsoft Access aliado ao VBA rapidamente percebe que está perante uma ferramenta de eleição para o desenvolvimento de aplicações informáticas. A facilidade de utilização e a produtividade que esta combinação oferece são verdadeiramente impressionantes.
Para se ter uma ideia clara da sua eficiência: uma aplicação desenvolvida em VB.Net com Windows Forms pode demorar, no mínimo, três a quatro vezes mais tempo a ser concluída. Falo por experiência própria — em 2010 desenvolvi uma aplicação para a gestão de um clube de vídeo nessa tecnologia, e a complexidade e morosidade foram incomparáveis. E isto apesar de ter utilizado o então recente Microsoft Visual Studio 2010 Express.
A simplicidade de funcionamento do Microsoft Access é um dos seus maiores trunfos: basta que cada computador tenha um único ficheiro no disco — esse ficheiro é a própria aplicação. Esta arquitetura permite realizar atualizações automáticas de forma extremamente simples. Sempre que a aplicação é aberta, verifica numa tabela qual a versão em vigor. Se detectar que existe uma versão mais recente, informa o utilizador, encerra a aplicação e procede à atualização, que consiste apenas na cópia de um novo ficheiro Microsoft Access a partir do servidor. Simples, eficaz e sem complicações.
Em termos gráficos, estas aplicações comportam-se como verdadeiros executáveis compilados. Os utilizadores não têm acesso ao ambiente de desenvolvimento do Microsoft Access, nem à estrutura interna de tabelas, formulários, macros, consultas ou módulos. O resultado é uma aplicação profissional, segura e visualmente apelativa — com toda a flexibilidade que o Microsoft Access e o VBA proporcionam.
CONTROLO DE ACESSOS
Escusado será dizer que tudo o que se espera de uma linguagem de alto nível, o VBA também é capaz de fazer — incluindo a utilização da API Windows. Esta funcionalidade permite, por exemplo, identificar automaticamente o login de rede do utilizador, o que abre portas para a implementação de sistemas eficazes de controlo de acessos:
o utilizador entra na aplicação (caso tenha permissão) sem necessidade de introduzir senhas adicionais.
Cada aplicação pode ter até três níveis de acesso, garantindo um controlo total sobre as ações permitidas a cada utilizador.
É possível definir permissões especiais para utilizadores específicos, além dos níveis padrão.
SQL SERVER
Um dos argumentos frequentemente usados contra o Microsoft Access é a alegada ineficiência em ambientes com muitos utilizadores. No entanto, nas empresas onde implementei este sistema, com até 30 funcionários, esse problema nunca se colocou.
Mais importante ainda: esse argumento é muitas vezes baseado em preconceitos técnicos. O Microsoft Access permite, de forma simples e eficaz, ligar-se a bases de dados externas, como o SQL Server, entre outros formatos. Desde a versão 2007, é possível até converter a base de dados Microsoft Access para SQL Server, beneficiando da robustez e escalabilidade dessa plataforma — sem perder a simplicidade de desenvolvimento que caracteriza o Microsoft Access.
SEGURANÇA & TESTE
Apesar de o código VBA não ser compilado por defeito — embora existam ferramentas que o permitem — ainda persiste algum preconceito em relação ao uso do Microsoft Access como plataforma de desenvolvimento devido a esta questão. Curiosamente, ao longo dos anos, tem-se verificado uma alternância cíclica na preferência por linguagens compiladas versus linguagens interpretadas, o que mostra que nenhuma abordagem é intrinsecamente superior: tudo depende do contexto e dos objetivos.
Hoje uso a linguagem Python ,
que é das ferramentas mais modernas para programação e ...
é interpretada.
Importa esclarecer que uma aplicação desenvolvida em Microsoft Access pode ser distribuída de forma muito segura, sem que os utilizadores tenham acesso ao código-fonte ou aos objetos internos (como tabelas, formulários, consultas ou módulos). Com as devidas configurações, é possível proteger a estrutura da aplicação, garantindo que o utilizador final apenas interage com a interface e funcionalidades autorizadas.