⚱️ Arquétipo | Escultura em Cerâmica
Obra que participou na exposição Artistas Ceramistas Portugueses Contemporâneos integrada no 1 º Seminário Internacional de Cerâmica. Exposição que reuniu os mais conceituados ceramistas mundiais sob a comissão de honra do Presidente da República, Primeiro-ministro Português e secretaria de estado da cultura.
cerâmica vidrada , madeira e latão
50 cm x 50 cm x 100 cm (altura)
1990
🛠️ TÉCNICA | MATERIAIS
Esta obra de grande dimensão, com quase um metro de altura, foi executada com a ancestral tecnica de rolos e posteriormente vidrada com vidros de baixa temperatura. Apresenta incrustações em arame de latão e base e hastes em madeira de mogno. É, sem dúvida, uma escultura imponente.
📸 FOTOS
💡 CONCEITO
Esta obra nasce da minha longa fascinação pelos arquétipos de Carl Jung , essas formas primordiais que habitam o inconsciente coletivo e que, de maneira silenciosa, moldam aquilo que somos, aquilo que tememos e aquilo que procuramos. Sempre me impressionou a forma como estes símbolos ancestrais carregam uma espiritualidade profunda, quase telúrica, revelando motivações que nos movem num plano íntimo, subterrâneo, onde a razão não chega mas a alma reconhece.
O Tríptico , é um painel que foi apresentado ao público em 2015, na exposição anual da Imargem, realizada na Galeria Municipal de Almada, que também foi baseado neste conceito de inconsciente coletivo.
Nos recantos mais antigos da alma, vivem formas que não têm nome, mas que nos reconhecem. São ecos de heróis e sombras, mães eternas e velhos sábios, caminhando connosco desde antes da memória. Jung chamou-lhes arquétipos — moldes invisíveis que dão forma ao que sentimos, tememos e sonhamos. Não os vemos, mas é por eles que nos tornamos quem somos.