🛸 Os Casos de Júlio Guerra e Lemos Ferreira
Portugal tem sido palco de alguns dos relatos de OVNIS mais credíveis da Europa, sobretudo quando testemunhados por pilotos experientes e registados em relatórios oficiais. Entre todos os episódios, destacam‑se os casos de Júlio Guerra e Lemos Ferreira, dois aviadores militares que observaram fenómenos aéreos inexplicáveis durante voo, descrevendo comportamentos e características impossíveis de atribuir a aeronaves convencionais. Estes incidentes, amplamente estudados e discutidos, tornaram‑se referências incontornáveis na ufologia portuguesa e continuam a alimentar o debate sobre a presença de fenómenos aéreos não identificados no nosso espaço aéreo.
Caso Lemos Ferreira
O caso de Lemos Ferreira , ocorrido a 4 de setembro de 1957, é um dos avistamentos de OVNI mais marcantes da história portuguesa, protagonizado por uma esquadrilha da Força Aérea durante um voo de treino noturno. Naquele dia, pelas 19h21, quatro pilotos da Força Aérea Portuguesa, comandados pelo então Capitão José Lemos Ferreira, realizavam uma missão de navegação noturna com partida da Base Aérea da Ota e rota sobre território espanhol.
Durante o voo, já na região de Cáceres, os pilotos observaram uma fonte luminosa esférica que mudava de cor — verde, amarelo-alaranjado e vermelho — e executava movimentos impossíveis para qualquer aeronave conhecida. O objeto chegou a passar por baixo e por detrás da formação, mantendo-se visível durante cerca de 35 a 40 minutos. A credibilidade das testemunhas, todas militares experientes, deu ao caso uma notoriedade incomum. Décadas mais tarde, Lemos Ferreira continuaria a confirmar o episódio, tornando este avistamento um dos mais intrigantes e discutidos da ufologia portuguesa.
Caso Júlio Guerra
O encontro aéreo vivido por Júlio Guerra, António Gomes e Carlos Garcês , três pilotos da Força Aérea Portuguesa, permanece como um dos episódios mais enigmáticos da ufologia nacional. O caso ocorreu em 1982, durante um voo de treino sobre a Serra de Montejunto, quando os militares observaram um objeto luminoso que desafiava qualquer explicação convencional . Segundo os relatos, o objeto apresentava uma luz intensa e deslocava-se com acelerações e mudanças de direção impossíveis para aeronaves conhecidas. Precisamente o que eu um dia avistei no céu . A certa altura, aproximou-se da formação, acompanhando os aviões a uma distância curta, como se estivesse a observar os pilotos. A luminosidade variava e parecia envolver o objeto numa espécie de halo energético.
O Capitão Júlio Guerra, piloto experiente, descreveu o fenómeno como algo totalmente fora dos padrões aeronáuticos, afirmando que nunca tinha visto nada semelhante. O encontro durou vários minutos e terminou tão abruptamente quanto começou, com o objeto a afastar-se a uma velocidade impressionante. A credibilidade dos três militares, aliada à consistência dos seus testemunhos ao longo dos anos, transformou o Caso Montejunto num dos avistamentos mais sólidos e discutidos em Portugal, permanecendo até hoje sem explicação oficial.