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📖 TARASS BULBA | NIKOLAI GOGOL

nº de estrelas dá a pontuação do livro

Livro que se lê com muito prazer sobre os cossacos, especialmente sobre a Sech de Zaporíjia, que era o seu centro militar, na região do Dniepre, atual Ucrânia, e existiu entre os séculos XV e XVIII.

Nesee local, os cossacos viviam em permanente festa, só interrompendo para realizar suas incursões militares, geralmente contra os polacos, tártaros e turcos — ou seja, contra todos os que não fossem cristãos ou cristãos ortodoxos. Curiosa a vida que levavam estes rudes homens, vivendo anos a fio longe da família, quase sempre embriagados, fumando cachimbo e cultivando uma camaradagem fraterna. Eram altamente democráticos, pois muitas decisões eram tomadas em assembleias populares onde as decisões eram amplamente discutidas por todos, apesar de haver um líder eleito, o hetman, que em tempos de guerra tornava-se uma figura autoritária.

Não havia mulheres na Sech de Zaporójie, e, ao partirem em campanha militar, os cossacos tornavam-se abstêmios - a quebra dessa regra podia ser punida com a pena capital. Estes cavaleiros das estepes - parece que os tártaros ainda eram superiores na arte da montaria - nas suas incursões militares eram extramamente bárbaros, não poupando mulheres e crianças das mortes mais horrendas.

Os cossacos de Zaporíjia

Após a leitura deste livro, percebemos que os cossacos tiveram um papel crucial na história da Ucrânia, especialmente na resistência contra o domínio de impérios maiores como o polonês, o russo e o otomano. Por isso, tornaram-se um emblema cultural da Ucrânia, devido ao seu espírito de independência e luta por liberdade.

Compreendemos também que a Ucrânia tem uma importância vital para a Rússia, pois esta reivindica a Rússia de Kiev, também como seu ancestral cultural. O império Russo, que surgira mais tarde, acabou destruindo a Sich de Zaporíjia, temendo a influência e o poder destes homens.

Os judeus neste romance são muito mal tratados, devido ao seu amor pelo dinheiro.