📖 A 25ª HORA| C. VIRGIL GHEORGHIU
Um bom romance deste escritor Romeno, que sofreu as agruras da Segunda Guerra Mundial , — experiência que inspira este livro. A leitura é agradável, repleta de ironia, mas com grande fluidez.
Encontrei nesta história o que já tinha percebido em outros relatos : a barbárie russa . Ao longo do romance, é constantemente referido o medo que os europeus sentiam dos Russos quando estes entraram na Europa em 1945. As violações em grupo — inclusive de crianças e idosos — eram uma constante . Autênticos selvagens , faziam lembrar as hordas de Genghis Khan . O massacre de bucha, em pleno século XXI, parece mostrar que essa violência ainda está no sangue desses homens, que há séculos atormentam os países vizinhos.
Nora West sorriu. Pensava nos milhares de cidadãos estrangeiros que se encontravam no Ocidente. Tinham todos fugido ao terror russo. Todos haviam encontrado refúgio junto dos Americanos, dos Ingleses ou dos Franceses. Nem sequer tinham pensado no lugar para onde se dirigiam. Fugiam simplesmente dos Russos. Fugiam da barbaria. Do terror. Da morte. Da tortura. Dirigiam-se para lugar onde não houvesse mais Russos. Tinham corrido para aí de olhos fechados. Sabiam apenas que não deviam voltar para trás. Atrás deles, havia a noite e o sangue. Atrás deles, só o terror e o crime. Haviam beijado a terra onde não havia russos. Haviam-na beijado de joelhos e chamado: a terra de todas as promessas e de todas as esperanças. Tinham-na beijado sem para ela olharem. Sem mesmo perguntarem o que ela podia ser. Era uma terra sem russos