ENSAIOS

ÓCIOSIDADE

A importância do ócio

Texto escrito na minha adolescência

Não entendo, ou melhor, a minha natureza não apreende, como existem pessoas que traçam um percurso profissional desde tenra idade sem vacilarem, como existem pessoas que gostam de ter uma ocupação profissional, como existem pessoas que pretendem apenas ser úteis à sociedade, como existem pessoas que na falta de uma ocupação compulsiva, perdem-se no seu pequeno mundo.

LEITURA E EVASÃO

Que êxtases nos dá a criação plástica, musical, literária, a própria leitura e a evasão que isso nos proporciona! Que estimulante é estudarmos as leis que nos permitem, apoiadas à nossa capacidade de argumentação e persuasão, ajudar os desfavorecidos, enredados nas malhas do nosso injusto e contraditório código civil e penal! Que gratificante é estudar a matéria viva e inorgânica de modo a podermos interceder positivamente na natureza! Que inebriante é estudar a mente humana nos seus meandros mais profundos de modo a poder conhece-la(?), diagnosticá-la, mudá-la e dominá-la! Existirá profissão mais nobre que a do médico ou enfermeiro que erradica a doença de quem delas padece? Haverá ocupação mais pura e louvável do que a do prosélito de uma religião ou seita que na sua ingenuidade nos tenta levar para o verdadeiro caminho terreno? Haverá prazer mais profundo e narcisista do que a contemplação de uma obra de arquitectura ou engenharia executada por nós e aplaudida por muitos? O estudo da história é uma ocupação tão gratificante, nem que seja apenas pelo conhecimento da nossa dimensão e missão nacional e universal.

O PRAZER DE NÃO FAZER NADA

Nada dar-me-ia mais prazer, do que não fazer nada, quero eu dizer com isto, fazer o que me desse na real gana - ser rico de modo a não me preocupar com o futuro e ao contrário de muitos deles, levar uma vida completamente ociosa no sentido de canalizar as minhas atenções para o que me apetecesse fazer no momento : ler, fazer ginástica, escrever, ouvir música , visionar um filme, fotografar, viajar, conversar, fazer amor, jogar, etc.

O prazer da leitura

EPICURISTA NATO

Como invejo a vida que levavam os antigos fidalgos romanos, nas suas vidas consumidas em banhos, saunas, massagens, orgias e rodeados pelo belo. Como epicurista nato que sou, e não possuindo nenhuma vocação específica, só uma vida destas é que não deixar-me-ia frustado.

Este ensaio é original e encontra-se registado na IGAC

Registo IGAC de Jorge Garcia

Sobre o Autor