🎶 MELODIAS DE RARA BELEZA
Texto escrito na minha adolescência
É raro encontrar alguém que esteja aberto a diversas correntes musicais . O que encontramos são pessoas que só conseguem apreciar músicas dentro de um ou dois estilos musicais, o que as torna completamente cegas – ou melhor, surdas – diante de qualquer melodia maravilhosa que não esteja contemplada em seu limitado universo. Essa obtusidade, fruto de preconceitos enraizados ao longo dos anos, acaba por direcioná-las para uma parcela muito diminuta de todo o universo musical. Há indivíduos que, por exemplo, só ouvem jazz; outros, música clássica; e outros ainda, apenas rock ...
UNIVERSO MUSICAL
Se, por exemplo, um indivíduo que ouve apenas techno for exposto a uma peça clássica, como o adágio para cordas de Samuel Barber, melodia de rara beleza, ele permanecerá insensível, por mais incrível que seja. Se alguém que ouve apenas fado for apresentado a uma canção de Shirley Bassey , como Diamonds are Forever , música fabulosa, que para essa pessoa a canção não significará absolutamente nada. Se o Marco Paulo lançasse uma canção extraordinária, apenas os seus habituais admiradores da música pimba a aplaudiriam. É triste, mas essa é a realidade, nua e crua !
TRANSCENDÊNCIA NO ACTO CRIATIVO
Quando há transcendência do compositor no acto puro de criação, e ele consegue criar um trecho musical de grande beleza, torna-se indiferente se a obra está integrada em um contexto de rock, música ligeira, jazz ou clássica. E essa dádiva não é reservada apenas aos virtuosos - qualquer um pode receber essa benção e, em um momento oportuno, criar a tal melodia. Um caso paradigmático são os Talking Heads (grupo rock) liderado pelo magnifico David Byrne, que, apesar de todos os membros, não serem grandes músicos tecnicamente, criaram algumas melodias eternas, no meio de muita 'mediania'.