SOCIEDADE

🏨 MUXITO : O ANTIGO RESORT DA MARGEM SUL - part II

O Muxito foi inaugurado em 1957. Foi muito conhecido durante as décadas de 1950 e 1960, especialmente junto das classes mais abastadas, tanto a nível nacional como internacional. A sua popularidade também se deveu à sua situação privilegada, junto à Estrada Nacional 10, que ligava Lisboa ao Alentejo e Algarve. Era o local de eleição para alojar as equipas de futebol nacionais e internacionais que tinham jogos na margem Sul do Tejo e em Lisboa .

Minha mãe, Lidia Alves Nunes na Muxito com amigos Lidia Alves Nunes Ribeiro Pereira Garcia

Muitas das fotos presentes nesta página são da minha linda mãe com os seus amigos da Cruz de Pau e seu primo Mário Cristóvão.

o gato era simbolo do Muxito José Garcia no Muxito

Este resort era composto por um hotel, um apart‑hotel junto à incrível piscina olímpica — a única existente num complexo turístico em Portugal — com uma prancha de saltos de 10 metros, um motel com treze vivendas, uma discoteca, vários bares e restaurantes, campos de ténis, lagos artificiais onde se podia andar de barco, uma pequena praça de touros e um centro hípico.

Lidia no Muxito com os amigos Minha mãe, Lidia Alves Nunes na Muxito com amigos Lidia e seu primo, Mário Cristóvão

O Hotel do Muxito foi de grande importância económica e social para a região, tendo-se afirmado como um dos simbolos da Amora e do Seixal.

Muitas pessoas que frequentam a praia da Fonte da telha desconhecem que a estrada rudimentar que dá acesso a esta praia foi mandada construir pelo meu pai para poderem levar os turistas a banharam-se. Curiosamente depois do Muxito fechar,um dos negocios do meu pai foi a concessão durante uma época da praia da Bela vista junto a esta praia que frequentei durante a minha infância e adolescência.

Minha mãe, Lidia Alves Nunes na Muxito com amigos Meus queridos pais no Muxito O Muxito de antigamente

O único grande amigo que conheci do meu pai foi o Eng.º Zimbarra, um dos proprietários do Muxito. Faleceu muito jovem e, depois disso, o resort ficou apenas na posse do meu padrinho. Este homem, de nacionalidade espanhola, praticava musculação na época e lembro‑me bem do seu carro, que já então tinha uma televisão no interior.

Engenheiro Zimbarra

O meu pai, que era uma pessoa afável, muito educada e de trato impecável, nunca voltou a ter uma amizade como aquela. No bairro onde vivíamos (Cruz de Pau), todos os meus amigos adoravam o meu pai e era comum, quando queriam 'sair', pedirem‑lhe que falasse com os pais deles. Depois do Muxito, o meu pai viveu literalmente para a família, sobretudo para mim e para a minha irmã — algo que, infelizmente, trouxe infelicidade à minha mãe. 😢

Minha mãe : Lídia Alves Nunes Ribeiro Pereira Garcia

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