🐱 BINICO
nasceu a 25/07/2018 / castrado em 2019
O Binico — anteriormente Bisnico, mas que por ternura acabei por abreviar — é um laranjinha lindo de morrer, de quem trato desde que tinha apenas um mês e meio, lá por 2008. É muito leal, está sempre próximo de mim e dorme comigo quase sempre. Às vezes não o faz, por ciúmes de ver outros animais na cama. Mas, curiosamente, não gosta de festas. É muito medroso.
TRAUMA ANIMAL
Com ele percebi nitidamente que os animais ficam traumatizados tal como as pessoas. Um dia, um gato quase vadio, feio, com as orelhas cortadas, entrou atrevidamente cá em casa quando cheguei. O Binico mijou-se pelas pernas abaixo de puro pânico (a mais pura das verdades !), e foi a gata que correu com o intruso, atirando-se a ele. O tipo fugiu pelas divisões até que, ao abrir uma porta, lá conseguiu sair.
Desde esse acontecimento, o Binico está sempre atento às portas e janelas, permanentemente em estado de alerta, preocupado que algum animal volte a entrar. É um comportamento muito curioso, que me leva a concluir que não somos assim tão diferentes dos felinos.
GUARDIÃO DE TERNURAS
O meu gato Bisnico ajuda gata a cuidar dos gatinhos. Ele não é o pai dos gatinhos : esta gata que recolhi de uma comunidade de gatos vadios em Cebeço do Pião, veio com presente ...
Ele não é o pai dos gatinhos, mas vigia como se fosse. Com olhos atentos e passos suaves, acompanha a mãe gata no ritual da vida.
Entre ronrons e pequenos miados, Bisnico oferece silêncio e presença, um abraço invisível que protege, um gesto discreto que acolhe.
Não reclama títulos, não exige lugar, apenas se entrega ao instinto de cuidar. E nesse gesto simples, revela-se grande: um companheiro fiel, um guardião de ternuras.
Os gatinhos crescem sob dois olhares : o da mãe, feito de leite e calor, e o de Bisnico, feito de vigília e amor. Assim, aprendem que a família não se mede em sangue, mas em cuidado partilhado.