Olá Manela,
Estou a contactá-la como último recurso, porque amo a sua filha (MUITO!) e sinto que a relação começa a não ter saída. Sei a proximidade e o amor que tem por ela, e ela por si, e nesse sentido interprete esta mensagem como uma tentativa desesperada de encontrar uma solução, correndo o risco de ser mal interpretado… mas enfim.
Por várias vezes ao longo destes quase 2 anos de relação pensei contactá-la (e/ou o Galante) para nos ajudarem, mas tive sempre receio da reação da Mónica face a essa confidência.
Então é assim:
A Mónica, ao fim de pouco tempo da nossa relação, começou a ter comportamentos estranhos — ciúmes doentios — apesar de nunca lhe ter dado razão para tal. Por exemplo, chegávamos a um espaço público e bastava haver uma presença feminina (louras preferencialmente) para IMEDIATAMENTE ela ficar aborrecida (aconteceu várias vezes!). Felizmente perdeu esta fobia, mas canalizou-a para outros “objetos”.
Com o tempo, as desconfianças vieram progressivamente a aumentar e ela tem sempre negado essa evidência, excetuando por 4 vezes em que pediu ajuda ao pai. Mas infelizmente, passado pouco mais de 24/48 horas, continua com os “mas…”, com constantes desculpas para justificar o seu comportamento. (Ainda agora acabámos de falar e mais uma vez continua nesse registo.)
E justifica invariavelmente com o facto de eu lhe ter dito que não me apaixonei por ela no primeiro momento (literalmente no primeiro segundo!) e que ouviu uma conversa minha com um amigo onde eu dizia que não gostava de ter uma mulher muito vistosa porque dava dores de cabeça.
Resumindo: ela não acredita que eu a ame (ela própria o admite, o que é sintomático e GRAVÍSSIMO) e inclusive que a ache bonita, apesar de DIARIAMENTE lhe dizer que a amo, que a acho bela e que é a mulher da minha vida, enaltecendo outras qualidades como graciosidade, inteligência, companheirismo, feminilidade, etc.
Sempre fui sincero com ela e NUNCA a desrespeitei! Tenho praticamente vivido para ela e tento ser muito cuidadoso com tudo o que digo e faço, atendendo ao seu estado de espírito, mas obviamente não é suficiente: ela é sempre uma vítima que passa a vida constantemente a “farejar” indícios de faltas de amor e infidelidades para comprovar que os seus fantasmas têm fundamento.
Só para ter uma ideia da gravidade da situação: ultimamente, cá em casa, já tinha receio de estar a assistir a um programa televisivo ou filme porque facilmente ela ficava melindrada e chateada — as personagens femininas incomodavam-na. Estou a falar de filmes e programas normais…
Para terminar, o que pretendo de si é que analisem as duas esta situação e, se concluir que as minhas palavras têm fundamento, que lhe mostre que ela tem um problema que precisa de ser tratado. Só isso. Ela continua sempre a desculpar-se e a não reconhecer CATEGORICAMENTE a doença que a domina totalmente! Enquanto ela não o admitir, obviamente não vai conseguir contrariá-la.
Uma característica das pessoas com perturbação de personalidade é que não reconhecem as “fobias” e, por isso, são muito difíceis de tratar… Espero que não seja este o seu caso.
Sei perfeitamente que este problema é de difícil tratamento, por isso aceito PERFEITAMENTE que ela continue a ter os seus ciúmes. O que não aceito é que ela não reconheça (repito: exceto em casos muito excecionais e graves) a existência deste ciúme doentio que inferniza as nossas vidas e que me obriga a viver constantemente e DIARIAMENTE com acusações e suspeitas doentias!
Sem outro assunto de momento… só peço a Deus que não me interprete mal.
Aproveito a oportunidade para lhe transmitir que tenho uma grande consideração por si, o que a sua filha pode confirmar.
Estou dependente de um Julgamento arbitral : tenho seguro 3.200 € e poderei vir a receber perto de 6.000€ , mas com o inconveniente de receber contra entrega de factura. Grande parte do dinheiro assim tem que ser efectivamente utilizado na casa, quando poderia usar noutras coisas.
Estou à espera de decisão do Cenjor : conselho de administração vai-se reunir para decidir sobre a minha vida. Se ficar sem o rendimento do Cenjor ou uma parte substancial terei que alugar a casa : vou utilizar os serviços de Adelaide Brito (mãe da advogada Helena Brito) e partir para sitio incerto : Goa (problema dos cães), Marrocos …
Tenho tentado descobrir um método para ganhar dinheiro com apostas OnLine de futebol (Betfair) e cheguei já a conclusão que as postas mais certas exigem uma grande responsabilidade.
Decidi ir um dia por semana ao Forum Romeu Correia ver anúncios de emprego
Existe a viabilidade de compra de Coc . Espero noticias sobre essa situação
A Brigida convidou-me a ir a uma discoteca na Costa da Caparica
Estou deitado ressacado mais uma vez. Masturbei-me, tomei um banho de imersão, fumei um charro, deixado ontem por um amigo, para amenizar os efeitos deste mal-estar deixado pela heroína que fumei e o álcool consumido posteriormente já na tentativa de ameniza-lo
Tenho a usada pontualmente quase como algo terapêutico para conseguir enfrentar mais um fim-de-semana angustiante: a namorada partiu há 3 semanas depois de a ter expulsado uma vez mais. As cenas de ciúmes e possessividade mórbida mantem-se transformando subitamente um momento de alegria num inferno, com acusações, vitimizações e provocações constantes. É surpreendente como mantenho uma relação destas há 3 anos. Eu sei: o meu isolamento e o facto de ama-la. Descobri que facilmente posso amar uma mulher e provavelmente já o consegui uma mão cheia de vezes. Surpreendentemente mais que as vezes que me apaixonei perdidamente que só foram duas.
Incrivelmente sinto um domínio quase total sobre a rainha das drogas e nem compreendo como as pessoas se deixam levar por ela. Sinto neste aspeto que não é assim tão diferente do álcool: não consumo mais porque o dia-a-dia não o permite e porque as consequências (ressaca) dissuadem. Um domínio ainda maior do que quando durante 6 anos consumia religiosamente ao fim de semana. E o acesso é fácil porque é só enviar um sms e dentro de 10 minutos encontro-me com um simpático traficante que mora perto de minha casa e é meu amigo no Facebook. Uma facilidade contrastante com a tenebrosa viagem ao casal ventoso que no passado era necessária.
A solidão é grande mas já estou habituado desde a adolescência. Desde que me divorciei a primeira vez que comecei a conhece-la e a contactar regularmente: os amigos do casal foram perdidos e igualmente os meus grandes amigos da infância e adolescência faleceram praticamente todos. Há muito que sinto grandes saudades desse grupo unido e fraterno que se encontravam todos os dias durante todos os dias do ano à chuva ou ao sol.
Esta solidão aumentou exponencialmente com a perda de meus pais e a minha vinda para Almada, porque as minhas raízes estão na Cruz de Pau.
Tenho uma única irmã que deixei de lhe falar porque não presta rigorosamente para nada : é tão egocêntrica (vivemos rodeados de pessoas extremamente egocêntricas e muitas delas psicopatas autênticos) que durante uma fase da minha vida em que estava desempregado e que passei mal , ela sabendo da situação e das muitas vezes que nos encontramos na sua casa no condomínio na Aroeira nunca me perguntou se eu precisava de alguma coisa. E mais grave sabendo que o marido ganha muitos milhares de euros mensais , aliás ela ultimamente até se vangloria que são ricos.
Não é de estranhar de uma pessoa que chegou a confessar que o melhor vai para o seu prato e não dos seus filhos . E uma tipa que durante a doença dos nosso queridos pais teve um comportamento deplorável. Se ela era capaz de deixar uma sandes à cabeceira da cama dum pai moribundo contra o que foi combinado (que alternadamente dávamos comida à boca para ter a certeza que ele comia bem)
E quando o meu grande e único verdadeiro amigo emigra para a Suiça e a minha relação amorosa termina o quadro é quase dramático, não fosse já esta minha estaleca devido ao meu passado que penso que facilmente uma pessoa nas minhas condições entraria facilmente em depressão.
A minha filha na realidade não me liga nenhuma. Já por várias vezes que constato que a ausência de preocupação comigo é total. Já durante a morte dos meus pais e os seus avós que a criaram que constatei uma frieza preocupante que se evidenciou nas poucas visitas que fez aos hospitais e principalmente quando um dia lhe pedi para ter atenção ao estado de saúde do avô : viviam de momento os dois porque a minha mãe já estava hospitalizada com leucemiae o meu pai ia apresentando progressivamente uma grande apatia que já me tinha feito leva-lo ao Hospital de bar. Ao fim de uns dias cheguei a casa e constatei que ela tinha terrivelmente definhado em poucos dias e ela permanecia no seu quarto no seu mundo sem se ter apercebido de nada. Na altura passei-me e gritei muito com ela, como nunca o tinha feito até à data.
Ela andou por varios stand's sozinha e inclusive a pedido meu para tirar fotos . A uma determinada altura ela regressou e a miúda do stand em frente estava a falar comigo . Pronto !! a disposição automaticamente mudou e obviamente o seu semblante característico de um mau estar instalado surgiu. Ela não suporta que uma mulher minimamente atraente fale comigo : entra em paranoia . Ela pensa que todas as mulheres são fáceis e por vezes julgo que isso é um acto de projecção …Já tive até problemas de falar com a irmã dela ...
Portanto já sabia se questionada ela não iria assumir a presença desse mau estar (não tem coragem para assumir os seus medos/fobias) e eu ficaria num beco sem saída como a seguir vou explicar . É um comportamento completamente aberrante e na realidade nem sei como o tenho suportado quase semanalmente (!). Alternamos entre a sua doçura inerente (o que me tem feito suportar esta anormalidade) e os seus silêncios constantes. Pode até estar no máximo 15 dias sem problemas, mas normalmente quase todas as semanas existem problemas.
Como é habito eu não tenho sabedoria para lidar com esta situação : se não digo nada e finjo que nada se passa ela pode permanecer assim dias a fio e entra invariavelmente num comportamento peculiar : literalmente deixa de comunicar comigo e começa a falar compulsivamente ao telemóvel com as amigas - numa conversa chega a falar horas !! - e há noite liga o computador e vai para o facebook , aliás é só nestas ocasiões que dá uso ao computador.
Mas com isso eu posso bem ! o problema é mais grave : se lhe devolvo a indiferença isso vai ainda mais aumentar a fobia dela e acaba por arranjar situações para me provocar de forma a descarregar toda a sua frustração e raiva. Isso já aconteceu imensas vezes e algumas delas acabei por agredi-la , o que também já percebi que ela chega a um estado , não sei se consciente ou inconscientemente , que pretende isso, que se me levar a agressão física ela passa a vitima e toda a sua fobia é materializada e deixa de ser infundada : eu sou o agressor , eu sou de facto o mau da fita.
Mas normalmente não consigo conter-me e confronto-a educada e calmamente , apesar de na realidade saber que ela vai negar , e perguntei-lhe várias vezes o que se passava ao que me respondeu “ Não se passa nada” . Já sabia se insiste-se, incrivelmente ela aproveitaria a oportunidade para atirar a já conhecida frase : “queres é que me chatei-e não é ?!; queres arranjar confusão ?!” e a partir já tem um pretexto para estar oficialmente chateada porque normalmente as razões são tão doentias que ela própria nem tem coragem de assumir a razão do seu mau estar.
Muitas vezes não sei a razão do amuo : por exemplo incomoda-lhe eu estar a gostar muito de um filme que tenha uma protagonista feminina, ou se durante um filme uma mulher se despir parcialmente , ou se estiver muito tempo no computador, ou se de manha acordei com uma ereção, etc . Neste caso era evidente que foi o facto de a moçinha mais nova que a minha filha estar a falar comigo sobre as peças expostas e como tal ao fim de pouco tempo acabei por perguntar-lhe se ela estava assim por esse facto. Era o que ela queria : ripostou imediatamente toda irritada : "isso querias tu : ciumes teus !?; deves ter a mania que és bom ; achas que uma miúda com a idade da tua filha interessa-se por ti ?", etc. Agora tinha uma razão para estar chateada comigo ! E assim ficou a partir dai ... Há noite censurei ela escrever os seus dados pessoais atrás de um cartão de visita meu para dar a uma cliente (que desconfiança !) e … foi o descalabro. Reagiu mal, porque nunca aceita a mínima critica e acabei passado da cabeça . Semanas , meses a suportar e a fingir que nada se passa e a por água na fervura e chega a uma determinada hora que só gostava de me ver livre dela !!
Já tinha alguma desconfiança relativamente ao trabalho dela : esquece-se completamente da minha existência (…) e todos os dias funciona como um relógio porque liga-me a meio da manha (nem sempre) , antes do almoço e depois de sair . Ao fim ao cabo só tem tempo para mim quando se deita que é quando me liga e fica a falar ... Há muito que deixei de lhe enviar mensagens enquanto está no hospital (ultimamente limitava-me a enviar-lhe apenas uma mensagem quando acordava) porque invariavelmente respondia-me passado muito tempo ou então despachava-me com sms’s curtos e mal escritos reveladores da sua pressa … Nos momentos ao telefone estava igualmente sempre apressada, falávamos pouco mais de 1/2 minutos, e depois de lhe chamar a atenção várias vezes começou a ter algum cuidado… chegou a entrar para o elevador durante uma conversa comigo e dizer que tinha que desligar porque ia perder rede … E quando eu tinha algo importante a tratar durante o dia esquecia-se sempre , ultimamente melhorou porque também já lhe tinha chamado a atenção.
Para contextualizar melhor : no principio do relacionamento chegou a descair-se que andava tudo maluco com alguns médicos … e um dia na cama quase gritou que um médico que andava com uma enfermeira “era liiiindo”, mas disse com tanta naturalidade e veemência que não fiquei indiferente e aborrecemo-nos novamente. Também chegamos a discutir porque se falássemos mal da classe médica defendia com unhas e dentes como se da classe dela se trata-se …e no jantar de Natal do seu serviço fiquei também magoado : primeiro disse que não tinha vontade de ir , que só ia por blá blá . Na realidade não arranjou tempo por passar por minha casa - apesar de ter muitas horas disponíveis - e ainda vestiu o casaco de peles (indumentária da “guerra”) que só o tinha visto no jantar dos escuteiros…
Portanto tínhamos aqui uma ou 2 situações : ou era obcecada pelo trabalho (já brincava com ela dizendo que quando “vestia a bata” o mundo cá fora desaparecia) ou tinha algum caso mal resolvido ou flirt … ou as duas coisas.
Dia 19 de Março de 2014 :
9h00 : enviei o sms habitual de bons dias e respondeu-me passado pouco tempo. Agora ligaria a meio da manha (não era certo) e quando fosse almoçar. Tudo bem. Ligou às 10h00 e falamos pouco mais de 2 minutos
13h23 : envio sms dizendo que as minhas suspeitas relativamente à DGP estavam confirmadas
13h36 : liga-me e eu explico o que se passou, mas sempre muito rapidamente porque já sei que não tem muito tempo para mim... Reparei que não tinha grande feedback por cauda dos silêncios dela e disse-lhe que ia desligar porque percebi que ela estava à pressa. Diz-me que não, que veio até cá fora para falar comigo . Depois de desligar , fiquei a pensar no “cá fora para falar comigo” : ela quando eu tinha o 93 dizia que tinha que vir cá fora porque não tinha rede, somente no 96 . Agora eu tinha o 96 …
14h00 : voltei a ligar para ela me explicar porque tinha que vir cá fora para falar comigo . Sabia que ela estaria no almoço. Seria uma das poucas vezes que estava a ligar para ela e ainda para mais neste período. Atendeu com : “SIM…SIM… DIZ… SIM…SIM...” … Respondi “SIM, SIM, DIZ ??” ao que retorquiu que pensava que era o Gonçalo , MENTIRA!! como já vamos ver a seguir. Ao fim de algum tempo , baixinho lá falou “sim, meu querido”, o tratamento habitual e que ela deveria ter tido quando atendeu a minha chamada telefónica
14h18 : voltei a ligar dizendo que ela me mentiu : “SIM, SIM, DIZ ??” obviamente não pensava que era o filho porque não teria essa reação. Defendeu-se dizendo que ao tocar pensava que era ele mas quando agarrou no telemóvel viu que era eu … Então quando atendeu com “SIM… SIM… DIZ, SIM, SIM…” sabia que era eu mas não queria que as pessoas ao lado dela soubessem que estava a falar com o namorado. Depois na sequencia da discussão ainda disse que vinha ca fora porque queria privacidade (não gosta de expor a sua vida pessoal…) e igualmente no gabinete dela entravam pessoas e interrompiam …
Enfim, mentiu ! e quem não deve não teme
Após este episódio na noite de 15 de Junho de 2025, senti necessidade de registar os acontecimentos, para memória futura e porque já tenho uma péssima memória. Desde que vivo aqui, 10 de Junho de 2021, portanto fez à 4 dias, 4 anos, que vivi duas situação similares : a necessidade IMPERIOSA de correr com uma gaja bêbada e tresloucada da minha casa.
A primeira foi há uns 2 anos, quando a minha amiga Lídia Garcia, que incrivelmente tem o nome da minha querida mãe, e que já a conheço à mais de uma década, me visitou. Nessa noite ao jantar embebedou-se e curiosamente descobri que era bissexual, porque já tinha tido uma namorada porque quem se apaixonou perdidamente. Contou-me ela nessa tenebrosa noite.
Quando a levei à casa de banho, antes de ir para o quarto, porque percebi o estado de grande embriaguez que ela se encontrava, enquanto se lavava , eu proferi qualquer coisa, do tipo “para mulher és muito forte, porque bebeste muito”, foi algo muito parecido e completamente inofensivo. A tipa, do nada , com um olhar tresloucado e vocalizando ruídos que ela pensaria que seriam aterradores, agarrou-me …. pelo pescoço.
Tinha o focinho encostado ao meu e pensava que eu teria medo daquela triste figura. Enfim.
Bem, controlei-a e … muito mais tarde até acabei , por me colocar de joelhos (que vergonha, meu Deus!) pedindo que dormisse na minha casa, quando ela ameaçava que ia se embora de carro. Tinha o receio de ela ter um acidente, o que seria o mais provável, tal o estado em que se encontrava e que eu acabasse por ser responsabilizado.
Mas a gaja não parava um segundo, literalmente mantinha-se constantemente com ataques verbais e ameaças físicas , e mantendo os tais ridiculoso rugidos até que … explodi e o meu lado violento veio ao de cima . A partir dai, com grande violência verbal, chamava-lhe aos berros de ‘puta’ e para se por no olho da rua !
Bem, … ela não conseguia tirar o carro da garagem , ao fim de algum tempo tive que ser eu , enquanto ela mantinha-se tresloucada e mantendo os impropérios .
Após a saída, e do alivio inicial fiquei com sentimento ambíguo : por um lado satisfeito por me ter livrado desta maluca, mas por outro, preocupado que ela tivesse um acidente rodoviário.
Acabou, a poucos metros, por entalar o carro numa estreita rua e foi um aldeão que ia passar que o tirou de lá . Contou-me ela uns dias mais tarde e … que tinha dormido dentro do carro.
Hoje voltamos a ser amigos, depois de ela me pedir imensas desculpas . Nunca mais falamos nisto, ficou um assunto tabu.
Mas vamos então para os acontecimentos da noite passada.
O casal inglês, após o repasto, foi-se embora nas suas bonitas bicicletas elétricas. Fiquei com a Diana, já bastante alcoolizada — o que lhe disse, e que não lhe agradou —, na expectativa de irmos os dois até ao Palheiro, um bar aqui próximo, depois de feitas as devidas limpezas. Já estive com ela várias vezes em estado semelhante e nunca houve problemas, apesar de continuar ressabiada por eu não ligar nenhuma às suas insistentes investidas amorosas. Olho para ela e é como se visse uma… baleia. E com mau feitio, pelo seu egoísmo intrínseco.
Comecei a lavar a louça — que era muita, porque todos trouxemos comida. Não precisava de ajuda; hoje faço essa tarefa sem nenhum enfado, o que provavelmente agradou à manhosa russa.
Enquanto lavava, ela encostou-se ao fogão, onde eu tinha deixado uma frigideira com água e detergente para ir dissolvendo a gordura incrustada, e palrava em português e inglês, num discurso ébrio e desconexo.
A gaja, que é uma taralhoca (já tinha feito vários disparates e inclusive partido uma garrafa cheia de Alvarinho) e ainda por cima bêbada, entornou a frigideira. Repreendi-a suavemente. Imediatamente, disse que não tinha sido ela. Insisti que eu estava a meio metro, logo era impossível ter sido eu. Ela teimava que não tinha sido, tal como uma criança mimada, e acabou por ser insultuosa, na sua mentira descarada.
A título de curiosidade: a tipa é uma mentirosa compulsiva. Faz-se passar por engenheira. Há uns meses, já farto de a ouvir vangloriar-se, desmascarei-a : numa ratoeira, descobri, perplexo, que ela nem sabe fazer uma potência ao nível do preparatório.
Bem… aquilo azedou. Enfureci-me por aquela filha da puta me estar a fazer de parvo, quando sou eu quem está a lavar toda a louça.
A menina, sentindo-se despeitada, não foi de modas: agarrou na dita frigideira — que ainda continha líquido, pois não se tinha entornado toda — e despejou-a propositadamente no chão, fitando-me com ar de desafio.
Passei-me e comecei a gritar: “Filha da puta!! OUT, OUT!”, sem lhe tocar fisicamente.
A amorosa russa, não satisfeita e agora muito rancorosa, deslocou-se até à salamandra e agarrou num grande tacho de pirex, onde costumo fazer pipocas, e atirou-o com violência ao chão.
Não sabia, mas o pirex desfaz-se em centenas de minúsculos estilhaços. O chão da cozinha ficou coberto de vidro, um perigo para os meus queridos animais.
Aquilo tirou-me do sério. Agarrei-a agora pelo braço, gritando novamente “OUT”, e levei-a à força até à porta da cozinha, para o exterior. A gaja, furiosa, já perto da porta, cresceu para mim — e, instintivamente, dei-lhe um estalo. Foi leve, apenas para ela perceber que estava a provocar a pessoa errada.
Agora, esta parte já me escapa um pouco: não sei se a empurrei com alguma violência para o exterior, provavelmente sim, ou se ela saiu, comigo a forçá-la.
Resultado: enrolou-se completamente numa cortina que tenho com dezenas de fios de plástico pendurados e caiu, já no exterior, estatelada no chão, emaranhada na cortina que se soltou.
De barriga para cima, começou aos berros, dizendo que se tinha cortado. De facto, vi sangue. Aproximei-me, preocupado, para verificar, quando a minha vontade era de corre-la ao pontapé. Era um pequeno corte na mão. Afastei-me dizendo que tinha sido bem feito, que era por causa do pirex que ela malvadamente partira.
Mas a maluca, é maricas e fiteira e continuava aos gritos, uma vergonha — provavelmente toda a vizinhança ouviu. Gritava que eu lhe tinha batido, que estava muito ferida e que eu ... era o responsável.
Um autêntico filme nesta pacata aldeia.
Ao fim de algum tempo, calou-se e voltou a entrar na cozinha, enquanto o palerma varria os cacos de vidro. Passou à minha frente e… de repente, à traição, deu-me uma grande estalada.
Pronto, virei a boneca…Agarrei-lhe os cabelos à bruta e ... dei-lhe um grande estaladão (!) que atirou-a contra o chão. Não podia bater-lhe , como se faz num homem e, também não queria deixar-lhe marcas, o que me passou instintivamente pela cabeça.
A gorda, ficou novamente de barriga para cima, começou a revirar os olhos e… fingiu que tinha desmaiado ou morrido, tal como um esperto ratito, que muitas vezes vejo essa atitude com os meus gatos predadores . Talvez para me assustar, ou com medo que eu ainda lhe fosse para ‘cima’.Não sei, comportamento curioso . Ignorei-a completamente. Mais tarde, percebi a minha insensatez: e se ela tivesse batido com a cabeça numa quina da mesa ou de um móvel ?
Ao fim de uns minutos, vendo que eu continuava a varrer, sem me importar minimamente com ela, levantou-se e começou a arrumar o estojo que tinha comprado há dias para espetadas — uns ferros afiadíssimos, com perto de meio metro, e uma peculiar faca para separar os nacos de carne destes ferros. Um estojo que quem o visse pensava que era para acomodar um arma, pelo seu tamanho e pelo exterior em ‘camuflado ‘. Fazia-o, estranhamente calada e … muito calmamente, um por um… e percebi, com toda a clareza, que era bastante provável vir a sofrer um ataque fatal com este perigoso artefacto desta tártara anormalóide.
Mantive-me calmo e nem me afastei, continuei a varrer mas sempre a controla-la por um canto do olho. Estava a poucos metros dela , mas afortunadamente tinha a mesa a separa-nos o que me daria tempo para me esquivar a um eventual golpe e dar-lhe com uma valente mocada, que esta gaja já merecia.
Felizmente, não teve coragem para fazê-lo e depois foi ao quintal buscar algumas coisas dela, aproveitou para virar o grelhador (verifiquei no outro dia) e quando voltou à cozinha, jogou para o chão um boião com azeitonas que o casal inglês me tinha dado, que eu presenciei. Percebi nesse instante que tinha que religiosamente acompanhar esta gaja até sair da garagem, porque ela iria tentar vandalizar o que pudesse.
Dentro da garagem foi um autêntico suplicio : ela tinha o carro dela contiguo ao meu e varias vezes tentou bater nele ... De uma das vezes até sorriu maldosamente quando milagrosamente o carro parou a poucos centímetros do meu. E durante todo este tempo continuava a acusar-me. Uma barulheira na tranquila rua da Ferrenha . O que os vizinhos irão pensar … Eu sugeria repetidamente que retirava a merda do carro dela, mas a bêbada não aceitava !
A gaja não sabe conduzir e no estado em que estava acabou por partir completamente o espelho para-brisas dela, e ,,, sempre mantendo um sorriso irónico, maquiavélico. Depois de andar para a frente e para trás imensas vezes , lá conseguiu colocar o carro no exterior. Mas a russa estava endemoninhada e lembrou-se de avançar com o seu Ford , ameaçando entrar novamente na garagem para abalroar o meu carro.
Foi aí, que alcancei a janela dela, ela tinha o vidro aberto, e disse-lhe aos gritos e possesso que ia chamar a policia ! E ela, como é imigrante e cobarde , afastou-se finalmente, porque só tinha a perder.
Nota : apresentou queixa com uma quantidade de mentiras e disparates . Fui à GNR a 03 Dezembro de 2025 . Aguardo também decisão judicial do anel/soqueiras e da clinica do Poder.
Estou aqui no Retaxo desde 2021, em quase completa solidão, embora, incrivelmente, me sinta sereno. Passo passagens de ano, Natais e outras festividades sozinho. Ao fim e ao cabo, há muitos anos que me sinto só — talvez desde a adolescência — e, na verdade, acabei por me habituar. O facto de, neste momento, ter uma boa casa e não estar 'apertado' financeiramente (devido à venda da casa dos meus pais, apesar de ter perdido o rendimento do aluguer) ajuda nessa paz. Mas o que realmente me custa é que, desde 2021 — há quase cinco anos —, não tenho tido uma companheira, nem sequer sexo. Já percebi que estou naquela fase tramada em que só me interesso por mulheres mais novas, e estas não se interessam por mim. Felizmente, sinto que muitas mulheres nutrem interesse por mim, mas invariavelmente não 'avanço'. Seja por timidez, por falta de atração ou, em grande parte, devido à minha doença de Peyronie.
Durante a semana, fico por casa entregue aos meus afazeres, basicamente no melhoramento do meu blog, com a ajuda extraordinária da IA, da qual já não prescindo. Desde o ano passado que abandonei as obras de restauro da casa que existe no terreno para um posterior aluguer; ando a procrastinar terrivelmente, e o frio e a chuva não ajudam.
Eu já tinha esta rotina em Almada: durante a semana não saía e ocupava-me das minhas cerâmicas. Mas, ao fim de semana, sempre gostei de sair e conviver, embora esteja a perder até esse prazer ultimamente. No primeiro e segundo ano em que estive aqui, saía sozinho e percorria festas, apesar de não gostar de o fazer só, e acabava sempre por chegar muito cedo a casa.
No entanto, há atividades que não me importo de fazer sozinho, como ir ao cinema ou a restaurantes. Há dois anos, fiquei com a carta apreendida (0,8 g/l de álcool no sangue) porque não quis pagar a multa, e por isso ando com uma guia. Com medo de 'ir ao balão' — já que, invariavelmente, quando saio, bebo —, evito ir a Castelo Branco, onde existe vida noturna. Por isso, fico-me pelo café/bar aqui próximo, o Palheiro. Ali posso beber à vontade, apesar de a polícia aparecer às vezes. O problema deste espaço — aliás, desta terra — é que não existem mulheres solteiras ou divorciadas.
Em boa hora comprei a scooter: além de me deslocar a um custo baixíssimo, a sua condução dá-me prazer. Nos fins de semana em que não tenho nada para fazer, se não estiver a chover, vou sempre dar uma volta. Tenho uma mania: ir de mota tomar o pequeno-almoço ao Intermarché ou ao Auchan.
Estou a fazer voluntariado na ARCA, uma associação de ajuda animal. Está lá uma rapariga que me tem despertado interesse. Ela tem dado indícios contraditórios, mas houve dois que me incentivaram: um foi, numa despedida, ter-se abraçado a mim; o outro foi no jantar de aniversário da ARCA (este mês), onde me evitou inexplicavelmente e nem sequer me olhou nos olhos. Eu queria dizer-lhe que ela estava bonita, mas nem tive oportunidade. Os meus animais — os três gatos e os dois cães — são, na realidade, a minha família. Nisto sou abençoado: todos eles são extremamente meigos.
Conheço muita gente aqui, mas amigos 'de levar a casa' só tive, na realidade, três: a Russa, o Flávio (o professor) e o Carlos (o sargento reformado). Todos acabaram mal. Sobre a Russa, tenho um texto à parte a contar o episódio.
O Flávio, com a idade da minha filha, é um miúdo muito mimado, a roçar a sociopatia e, como muitos filhos únicos, quer ser sempre o 'maior'. Várias vezes me corrigiu na presença de terceiros sobre assuntos que não dominava minimamente e, o que é mais grave, estava quase sempre errado. Não suportava a ideia da minha cultura em áreas que ele não dominava. Um dia, já farto e 'passado', desafiei-o para a porrada (andava aos pulinhos à minha frente, muito agressivo) e ele fugiu para o carro. Até hoje nunca mais convivi com ele, apesar de ele já ter feito algumas tentativas de aproximação que eu ignorei. Era tão sobranceiro que começou a fazer kick Boxing, e já torcia o nariz quando eu falava sobre o tema . Mais vale só que mal acompanhado.
O Carlos tem o problema do álcool e falta de auto-estima. É um tipo porreiro, mas quando bebe fica intratável. Por insegurança, numa brincadeira em casa dele — em que, mais uma vez, ele estava errado e muito bêbado —, começou do nada aos berros comigo, a ofender-me. Já o tinha visto fazer aquilo a outro amigo e tinha-o avisado para não o repetir comigo. Houve um episódio nesse dia que revelou todo o seu complexo de inferioridade: colocou um CD do violinista Stéphane Grappelli e eu identifiquei-o, o que ele não esperaria. Disse-me que eu estava errado. Um pouco mais tarde, acidentalmente, encontrei a capa do CD e... confrontei-o com a mentira. Riu-se apenas da trafulhice.Também tem perguntado por mim, mas, obviamente, afastei-me.
Cada vez mais identifico complexos de inferioridade nas pessoas destas paragens. Como sou uma pessoa muito assertiva, falo alto e sobre tudo, julgo que as pessoas têm um certo temor de mim, daí também a dificuldade nas amizades. Além disso, as pessoas têm preconceito com o pessoal de Lisboa.
Poderia ainda falar dos meus amigos dos Comandos, benfiquistas (vou organizar este ano o convívio benfiquista do Retaxo), que são quem mais me visita. Que pausei o meu agnosticismo e comecei a frequentar um grupo espírita em Castelo Branco. Que tentei tirar a carta de caçador e chumbei num processo que é fraudulento. Mas foi providencial: queria apenas pela caça ao javali, pois não tenho espírito de caçador, e se calhar ia gastar dinheiro em armas 'para o boneco'."