✨ Família de Jorge Manuel Pereira Garcia
👨👩👧 Lado Paterno | Pereira Garcia
👨👦 AVÔ » Francisco Manuel Garcia
O meu avô paterno, Francisco Manuel Garcia, tinha sido padre. Ao que se conta, celebrou apenas uma missa e depois deixou o sacerdócio, casando-se várias vezes. Diz-se também que viajou até Paris e trouxe de lá uma parisiense para Vales Mortos, mas ela, naturalmente, acabou por fugir passado algum tempo. Casou com a minha avó já em terceiras núpcias e permaneceu com ela e com os filhos até à sua morte. Entretanto, este meu avô descobriu que a minha avó possuía uma grande mediunidade e, por isso, começou a praticar Espiritismo, aproveitando-se desse facto — mas sem qualquer interesse material.
Agora, ao escrever este artigo e procurar um link sobre Vales Mortos, descobri uma pagina com referências a este meu avô que nunca cheguei a conhecer. O meu pai contava que, durante a Guerra Civil de Espanha, eles tinham acolhido republicanos que fugiam do ditador Franco. Pelos vistos, além de ser um homem de grande integridade — da qual o meu pai era o fruto mais evidente, a pessoa mais honesta e séria que conheci — o meu avô era também corajoso. Num tempo de fascismo, arriscou a vida da família para proteger quem precisava de abrigo.
👨👦 PAI » José Manuel Garcia
O gosto por essa atividade acabou por passar para os filhos e depois de ele morrer, a minha avó e os seus filhos continuaram a praticar esta actividade também só por curiosidade, sem nenhum interese material.
Lembro-me de, já adulto, quando fui informatizar a biblioteca da SPEL, descobrir com perplexidade que o meu pai era conhecido 'à boca pequena', na empresa onde trabalhava, colocado pelo meu outro avô (SPEL) depois de deixar o Muxito e depois de experimentar varios negocios que não funcionaram , como “o bruxo”. Ele tinha a capacidade de perceber quando uma pessoa possuía mediunidade, mesmo que ela própria não tivesse consciência disso : afastava-a discretamente e conseguia colocá-la em transe .
Nunca me tinha interessado por este assunto; aliás, durante muitos anos fui um agnóstico convicto. Mas, curiosamente, acabei por regressar às origens e, desde 2025, comecei a olhar para este tema com outra atenção, quase como quem reencontra uma porta antiga que sempre esteve ali. O meu pai também nunca quis envolver-me neste mundo. Talvez por prudência, talvez por superstição — dizia, meio a sério, meio a brincar, que “não dava sorte”.
👨👩👧 Lado Materno
👨👦 AVÔ » CELESTINO DA CUNHA RIBEIRO
Referência ao meu avô, nesta página , o responsável pela fábrica da pólvora.